Friday, July 04, 2008
Banquete
(...)
Naquele dia, pois, muitos comeram e beberam até morrer - morte esta que, para um nórdico autêntico, era a segunda melhor de todas as mortes. (A mais nobre, segundo o consenso viril da época, era a morte em combate).
FRANCHINI, A. S. SEGANFREDO, Carmen. BEOWULF: recriação em prosa do poema medieval inglês. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2007. p. 17.
Comer javalis assados e beber hidromel no crânio dos inimigos retalhados em combate? Não parece de todo ruim...
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Wednesday, June 25, 2008
Você conhece o reitor?

Você conhece o reitor de sua universidade? Você já o viu alguma vez na vida?
Provavelmente as respostas para essas questões são negativas. É muito bem capaz de você passar cinco anos na universidade e sequer cruzar com ele no corredor.
Mas ele está lá. E eu comprovei.
Hoje, após descobrir que o professor de Filosofia (PARA QUE SERVE A CIÊNCIA?? PARA QUE MILIONÁRIOS MORRAM COMO PICOLÉS NO MAR DO NORTE??) havia famltado, eu e eus nobres colegas ESAGuianos fomos jogar uma inocente partida de sinuca. Com o término desta (vitória de minha equipe), decidimos ir embora.
No estacionamento da ESAG, paramos ao lado do carro (Bora) do colega PV. Estávamos conversando, quando, de repente, surge um dos guardas do local. A partir daí, ocorre um diálogo surreal:
Guarda: - Esse carro é seu?
PV: - Sim, é meu.
Guarda: - Então não é mais para você "cantar pneu" aqui na universidade.
PV: - Eu fiz isso??
Guarda: - Sim, outro dia mesmo, na frente da guarita.
PV: - Tudo bem, não farei de novo.
Guarda: - Olha, não é por mim, mas é que o REITOR viu e pediu pra que eu tomasse uma providência.
O Reitor viu??? Você nunca vê o Reitor, mas se você resolve "cantar pneu" uma vez na vida, o Reitor vê você fazendo isso!!!!
Só na ESAG...
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Friday, June 13, 2008
101 regras do Viking Metal.
1. Você é, era e sempre será pagão.
2. Odin é tudo!
3. Tenha cabelo comprido.
4. Tenha uma barba maior do que o teu cabelo, mas lembre-se da regra #3.
5. Faça chapinha, os vikings não tinham isto, mas estamos no séc. XXI.
6. Não fale que você fez chapinha, para os outros é tudo natural.
7. Você só tem um propósito, ir para Valhalla, o resto é nada.
8. Seja fiel a Odin.
9. Odin não usa camisas, então você também não deve.
10. Odin não é gay.
11. Use calças apertadas, mas não tão apertada, lembre-se da regra #10.
12. Adote símbolos pagãos ou nomes pagãos, qualquer coisa, mas por favor lembre-se da regra #1.
13. Você é épico, mas não é power metal (regra #10).
14. Tua barba é teu símbolo de masculinidade.
15. Se você não possui uma barba comprida, não tem cabelo comprido e mesmo assim você toca numa banda de viking metal, você é do Enslaved.
16. Escute Enslaved, mas não admita que a sua inspiração vem deles. Lembre-se, Odin te inspirou. (regra #8).
17. Não seja como o Enslaved.
18. Se você não pode obedecer a regra #4, não se desespere, cubra a cara com o teu cabelo nos shows.
19. Não use roupas gays, lembre-se das regras #17 e #10.
20. Tenha machados e espadas vikings, tire fotos com elas ou até leve-as para o palco, mas não mate ninguém.
21. Matar é crime, e dá cadeia.
22. Se você vir o Dani Filth as regras #20 e #21, não são mais aplicadas a você.
Leia o restante aqui.
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Sunday, June 08, 2008
Malditos pombos.

"'Lembra do gavião que morava na cornija da fachada da Biblioteca Nacional?', perguntei. 'Era uma gavião-real, o Harpia harpyja, o grande faconídeo de penacho branco. Suas asas deviam ter mais de dois metros de envergadura. Varava os ares a duzentos e oitenta quilômetros por hora. Pegava os pombos voando. Espero que tenha pegado o pombo que um dia cagou na minha cabeça, aqui mesmo. Não sei se deu tempo, pois surgiram os columbófilos com suas almas piedosas pedindo providências. Tomaram providências, o gavião sumiu. Acho que era o último, no Brasil, no mundo. Mas os pombos, esses animais ferozes que a ignorância dos artistas escolheu como símbolo da Paz, esses não vão desaparecer nunca.'"
FONSECA, Rubem. A Grande Arte. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. 302 p.
* Definição de Columbofilia: s.f. Amor aos pombos. / Ciência da criação de pombos-correios.
Por algum motivo me lembrei da animação do Mundo Canibal, Pomba, o rato que avua.
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Thursday, June 05, 2008
Na Universidade
Adam era a própria criança precoce. Aos catorze anos tornou-se estudante do Glasgow College. (...). Aos dezessete anos, Adam obteve uma bolsa de estudos para Oxford. Infelizmente, Oxford não era então o que viria a se tornar, e Adam teve muito a lamentar acerca da frivolidade, das bebedeiras e da absoluta falta de seriedade acadêmica.
LUX, Kenneth. O Erro de Adam Smith: De como um filósofo moral inventou a economia e pôs fim à moralidade. São Paulo: Nobel, 1993. p. 19.
Pois é, o jovem Adam Smith teve suas decepções com a Universidade, em função de práticas nefastas como a bebedeira.
Será que Sir Sombrio também passou por essa experiência negativa?
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Sunday, June 01, 2008
Asterix

Depois de visitar a feira do livro de Florianópolis e constatar que os gibis do Asterix estavam custando a "bagatela" de R$ 20,00 cada - o que corresponde a mais de 13 refeições no RU -, este colaborador decidiu que os leria de outra maneira: pegando-os na biblioteca da UFSC (União de Faculdades Separadas por Córregos).
Após anotar os dados de busca e constatar que eles não batiam com nenhum setor da BU, descobri que os livros estavam, na verdade, na BU setorial do Colégio de Aplicação. Assim, cruzei meio mundo e descobri a tal biblioteca, escondida em um galpão que mais parecia um hangar.
Ao lá adentrar e procurar pelos objetos em questão, descobri que as edições em português não estavam lá. Em contrapartida, as edições francesas, com capa-dura e aparência de jamais terem sido lidas, estavam bem à vista. Pelo menos não sai de mãos vazias (não, não peguei os gibis franceses; encontrei um livro sobre as lendas do Rei Arthur, de alto nível).
Assim sendo, para a alegria dos Churros em geral, tive de apelar para a internet e encontrei as edições (apenas 5 em inglês) em algumas pastas obscuras do 4shared. Seguem aí para o download (a ordem pode ser conferida aqui):
Edições 01 - 09
Edições 10-16
Edições 17-25
Edições 26-31
Edições 32-33
A senha para descompactar os arquivos é: www.guerreiroschurros.blogspot.com
Sindicatos, corporações.
"'Oi, Alice', eles disseram, quando ela apareceu. 'Venha e vamos lhe mostrar como funciona um confiável átomo de tamanho médio. A maneira com que a Corporação Cloro conduz os seus negócios é decidida por nós, os sete elétrons no nível de valência.'
'Mas vocês são oito!', Alice protestou.
'Isso é porque entramos numa sociedade com o outro átomo, o Sindicato do Sódio, para formar uma molécula de cloreto de sódio. Trabalhamos juntos, dessa forma, gostamos de pensar que somos o Sal da Terra. [...]'"
GILMORE. Robert. Alice no País do Quantum: A física quântica ao alcance de todos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998. 192 p.
Pergunta numero 01. Qual é o nome da Corporação representada abaixo.
Secreto!
Tuesday, May 27, 2008
Gorgoroth
Colega: Meu, eu vi um clipe muito satânico!!!!!!
Nördlich: E tinha o que? Alguma cruz invertida?
Colega: Nossa!!! Tinha cabeças de animais mortos!! E mulheres peladas crucificadas!!!!
Nördlich: Black Metal norueguês?
Colega: Gorgoroth!!!! Muito satânico!!! E eu pensava que Slayer era satânico!!!!!
Nördlich: Nem dormiste essa noite, então?
Colega: Meu, fiquei pensando naquele clipe!! Muito satânico!!! Demais!!! Nem dormi!!!
(...)
Muitos minutos depois:
Colega: Meu!!!! Muito satânico!!!!!!!!
Eis o diabólico e obsceno perturbador de sonos:
Friday, May 23, 2008
10 Regras do Survival Horror.
Assim como há jogos de corrida, de luta, há os jogos de Survival Horror, caso você não lembre alguem, lembre a série Resident Evil.
Regra #1. O Personagem principal deve ter zero de habilidade de luta, mesmo que seja um profissional treinado.
Jill Valentine é uma membra de elite da S.T.A.R.S., um grupo de resgate altamente treinado com todos os tipos de atividade perigosa. Porem, ela não pode fazer muito para salvar sua vida. Não consegue pular, mal pode correr e não é boa de tiro. Ela não pode nem ser qualificada para conduzir um ônibus, imagine se deixada para trás pela sua equipe, é uma grande surpresa... mas é somente o inicio de um survival horror, heróis completamente inúteis.
Regra #2. Os personagens têm que se moverem como empilhadeiras.
Survival Horror é um gênero unico, onde os péssimos movimentos do jogo podem ser justificados pelo fato de fazer as coisas ficarem mais assustadoras. Não basta o para o personagem abrir uma porta, ao entrar numa sala, e ao sair dar meia volta, não, ele tem que dar a volta na sala toda, como se fosse uma empilhadeira (assustador).
Regra #3. Esqueça a falta de munição, escopetas estão espalhadas por ai.
Há poucas balas na cidade, mas sempre há uma escopeta esperando por você. Assim como, quando você acha uma pistola, meia hora depois, você acha uma escopeta.
Regra #4. Pessoas deixam anotações onde todos possam le-los, especialmente as anotações secretas.
Você esta sozinho em uma cidade infestada por zumbis/monstros, e o que você faz? Pega uma caneta e um papel e começa a praticar sua caligrafia. As melhores anotações são essas feitas por corporações secretas, mas de que vale a nota se um zumbi/monstro estiver te matando? Não importa a situação, não há desculpa para a falta de profissionalismo.
Regra #5. Arquitetos são clinicamente insanos.
Podemos ter certeza que os cidadãos de Raccoon City foram vitimas do T-Virus? Penso que ele simplemente ficaram loucos por causa de anos e anos usando chaves em formatos específicos para abrir diferentes portas, ou ter que empurrar blocos para abri-las.
Tudo projetado por esquizofrênicos lunáticos.
Regra #6. Ninguém sabe arrombar uma porta.
Parece que os personagens de jogos de Survival Horror têm pernas feitas de biscoito e queijo, pois não conseguem chutar uma porta para salvar suas vidas. O mesmo vale para os monstros, eles não sabem abrir e fechar portas, ou seja, tenha uma porta e você será invencível.
Regra #7. O chefe final tem que ser extremamente ridículo.
Exemplo:
Regra #8. Você não pode ter uma barra de vida (saúde).
Barras de vida são modos fáceis de ver se você esta com problemas, mas jogos de Survival Horror não o têm, para ve-las você tem que entrar em outro menu (toda vez que querer conferi-la)... Viu como isso faz o jogo mais assustador?
Regra #9: 90% dos diálogos têm que ser incompreensíveis.
Com certeza você não vai querer se relacionar com alguem num Survival Horror, conversa vai e conversa vem, e seu amiguinho(a) é brutalmente assassinado.
Regra #10. Ninguém nunca FOGE!
E o personagem têm uma avenida inteira para fugir, mas não basta, eles vão fundo na questão.
Mas Survival Horror não fala sobre isso, Survival Horror é sobre personagens estupidos fazendo coisas estupidas e dizendo coisas idiotas, lutando contra monstros, procurando por chaves, andando por construções improváveis, lendo notas inúteis, pegando escopetas, andando como empilhadeiras e lutando como bebes.
E é por isso que Survival Horror é foda.
Tradução meia boca do site Destructoid
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Sunday, May 11, 2008
Salve sua vida!
"Dizem que Alfred Hitchcock, o grande cineasta especialista na arte de assustar as pessoas, estava uma vez dirigindo na Suiça quando de repente apontou pela janela do carro e disse: 'Essa é a cena mais aterrorizante que já vi'. Era um padre conversando com um menininho, a mão dele sobre o ombro do garoto. Hitchcock pôs a cabeça para fora do carro e gritou: 'Fuja, menininho! Salve sua vida!'."
DAWKINS, Richard. Deus, um delírio. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. 520 p.
Vai saber se o fato realmente aconteceu, mas só de imaginar alguem gritando isso para o padre já torna o fato interessante o suficiente para estar aqui.
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Friday, May 09, 2008
Bons tempos
Sergipe, 15 de Outubro de 1833.
O adjunto de promotor público, representa contra o cabra Manoel Duda,
porque no dia 11 do mês de Nossa Senhora Sant'Ana quando a mulher do
Xico Bento ia para a fonte, já perto dela, o supracitado cabra que
estava em uma moita de mato, sahiu della de supetão e fez proposta a
dita mulher, por quem queria para coisa que não se pode trazer a lume,
e como ella se recuzasse, o dito cabra abrafolou-se dela, deitou-a no
chão, deixando as encomendas della de fora e ao Deus dará. Elle não
conseguiu matrimonio porque ella gritou e veio em amparo della Nocreto
Correia e Norberto Barbosa, que prenderam o cujo em flagrante. Dizem
as leises que duas testemunhas que assistam a qualquer naufrágio do
sucesso faz prova.
CONSIDERO:
QUE o cabra Manoel Duda agrediu a mulher de Xico Bento para conxambrar
com ella e fazer chumbregâncias, coisas que só marido della competia
conxambrar, porque casados pelo regime da Santa Igreja Cathólica
Romana; QUE o cabra Manoel Duda é um suplicante deboxado que nunca
soube respeitar as famílias de suas vizinhas, tanto que quis também
fazer conxambranas com a Quitéria e Clarinha, moças donzellas; QUE
Manoel Duda é um sujetio perigoso e que se não tiver uma cousa que
atenue a perigança dele, amanhan está metendo medo até nos homens.
CONDENO:
O cabra Manoel Duda, pelo malifício que fez à mulher do Xico Bento, a
ser CAPADO, capadura que deverá ser feita a MACETE. A execução desta
peça deverá ser feita na cadeia desta Villa.
Nomeio carrasco o carcereiro.
Cumpra-se e apreguem-se editais nos lugares públicos.
Manoel Fernandes dos Santos.
Juiz de Direito da Vila de Porto da Folha Sergipe,15 de Outubro de 1833.
Fonte: Instituto Histórico de Alagoas
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Monday, April 28, 2008
Brasil??

(...)
O trabalhador pobre, para usar uma expressão vulgar, vive ao deus-dará. Suas necessidades do momento ocupam toda sua atenção e eles raramente pensam no futuro. Mesmo quando tem uma oportunidade de poupança, raramente a fazem, mas tudo o que está além das suas necessidades do momento, genericamente falando, vai para a cervejaria.
(...)
MALTHUS, T. R. (Thomas Robert); RICARDO, David. Principios de economia politica e considerações sobre sua aplicação prática ; ensaio sobre a população. São Paulo: Victor Civita, 1983. pp. 300.
De quem Malthus está falando? Do Brasil do século XXI? Bem que poderia ser, mas sua análise é baseada nos habitantes europeus do final dos anoa 1700. Sempre defenestrado nas aulas do ensino médio, na verdade Malthus foi o autor de teorias inteligentes e avançadas, que ainda hoje possuem aplicação em qualquer sociedade.
Nota: Para Malthus, pobre não é meramente o indíviduo desprovido de recursos financeiros. É aquele sujeito que, além de não possuir dinheiro, nada faz para obtê-lo, além de possuir mais filhos do que sua capacidade de sustentá-los permite, buscando assim apenas assistência por parte do governo (ver lei dos pobres) e das paróquias. Em suma: quem recebia o bolsa-família da época.
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Tuesday, April 22, 2008
Mundo sem religião.

"Imagine, junto com John Lennon, um mundo sem religião. Imagine o mundo sem ataques suicidas, sem 11/9, sem o 7/7 londrino, sem as Cruzadas, sem a caça as bruxas, sem a Conspiração da Pólvora, sem a partição da Índia, sem as guerras entre israelenses e palestinos, sem massacres sérvios/croatas/muçulmanos, sem a perseguição de judeus como 'assassinos de Cristo', sem os 'problemas' da Irlanda do Norte, sem 'assassinatos em nome da honra', sem evangélicos televisivos de terno brilhante e cabelo bufante tirando dinheiro de ingênuos('Deus quer que você doe até doer'). Imagine o mundo sem o Talibã para explodir estátuas antigas, sem decapitações públicas de blasfemos, sem o açoite da pele feminina pelo crime de ter se mostrado em um centímetro."
DAWKINS, Richard. Deus, Um delírio. São Paulo: Companhia das Letras, 2007. 520 p.
Inicio de leitura deste grande livro e já encontro algo interessante, vendo que só li o prefácio. Ainda me restam em torno de 440 paginas, possivelmente eu posto mais trechos do livro.
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Tuesday, April 01, 2008
Resident Evil - Livros.
Depois de tomar um guaraná, encontrei alguns livros para download da serie Resident Evil, livros que contam a história do jogo (do filme e outras também). Os livros que mais me chamaram atenção foram da autora S.D. Perry, contando a história de RE 1, 2, 3 e o Code Veronica, e duas histórias criadas pela autora.
Estes livros foram traduzidos e disponibilizados em pdf pelo pessoal do site F.Y.F.R.E., para baixar, entre na seção Novelizações e Livros.
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Friday, March 28, 2008
The Silmarillion

Atentendo aos pedidos da massa que visita este épico blog a todo segundo, tenho a satisfação de disponibilizar novamente a obra The Silmarillion - Illustrated, além de pinturas da Terra-Média feitas por grandes mestres do desenho (no detalhe: A Ponte de Khazad-Dum).
The Silmarillion
John Rowe - Pinturas Tolkiendili
Ted Nasmith - Pinturas Tolkiendili
Senha para os arquivos: Isiladan
Monday, March 17, 2008
Código do calouro

Para que a boa convivência seja mantida no Centro de Ciências Jurídicas da UFSC (e para que os veteranos tenham motivos para cornetear-nos), o Centro Acadêmico de Direito outorgou o famigerado Código do Calouro.
Ele é uma mistura de Código de Hamurábi, Lei do Ganso Cinzento e AI-5, e possui normas que foram desenvolvidas, aparentemente, as cinco horas da manhã após um show de Metal muito brutal.
São alguns exemplos:
Art. 2 - São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira e os exercer:
IV - os calouros do curso de graduação em Direito da Universidade Federal de Santa Catarina.
Parágrafo único. Cessará, para os calouros, a incapacidade:
IV - pela ingestão regular das almôndegas do Restaurante Universitário, na razão de cinco dias por semana, por um período mínimo de um ano.
Art. 7 - São de caráter compulsório por parte dos calouros os seguintes atos:
II - prestar referência ao busto de José Artur Boiteaux , ao retrato de Rodolfo Pinto da Luz e ao toco localizado na entrada E.
Art. 22 - Estão tombadas pelos patrimônios históricos NAcional, Universal, Interplanetário, CCJoteano e da UNESCO:
II - o toco da entrada E;
V - o chazinho ingerido pela professora Odete;
VI - Seu Barbosa.
Art. 43 - Dispõe o acadêmico de Restaurante Universitário para obter refeições saborosas e nutritivas.
Comporão o cardápio do RU, obrigatoriamente:
a) Bife 007 - frio, duro e com nervos de aço;
b) Morcegão e Pombos, em forma de pequenos pedaços de aves;
c) Estrogonervo;
d) Sopão do Asterix;
e) Bactericida temperado;
f) Pokébola ou almôndegas, compostas por todos os ingredientes retro mencionados.
E por aí vai...
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Saturday, March 15, 2008
Feiticeiras bóiam

A UFSC possui uma vasta fauna de personagens. Sejam eles hippies revolucionários, UFSCães ou goblins, um segmento destacado é o de professores "alternativos". Depois da professora oriunda do CFH que proferiu um discurso para os calouros do CCJ e do CSE sobre os benefícios da maconha, do Hugo Chávez e do arco-íris, foi a vez de Nördlich poder constatar o pensamento de um ministrante de História do Direito.
Os alunos foram transportados para os primórdios europeus, na época em que os visigodos, ostrogodos, burgúndios, alamanos, saxões, galo-romanos e outros 17 povos bárbaros citados pelo mestre dominavam o cenário. Explicações surreais surgiram então:
Prof.: - Os povos nômades não possuíam leis escritas. Quando eu, um bárbaro, andava pelas planícies e charcos do norte da Europa, queimando vilas, arrasando colheitas e estuprando camponesas, eu pensava: Por que eu não posso fixar-me em um lugar, para explorar meus próprios servos e estuprar as minhas próprias camponesas?
E continua...
Prof.: Quando eu, um saxão, raptava uma moça e não pagava à família três vacas (cinco se a mulher fosse nova), era submetido a um costume. E que costume? Chamavam os velhinhos islandeses da minha tribo e perguntávamos para eles o que deveria ser feito. Aí eles se reuniam ao redor do carvalho sagrado e decidiam a punição conforme os deuses pagãos ordenaram na época de seus pais e dos pais de seus pais.
Também tem disso...
Prof.: - Coisas estranhas ocorriam na idade média. Nuvens de gafanhotos eram excomungadas e animais eram julgados em tribunais. Um porco, após matar uma criança, teve direito a um júri. Foi realizado um filme sobre esse caso, chamado de "The Hour of the Pig" e, no Brasil, "O Advogado" (nisso o professor aponta para um aluno). "VOCÊ deve estar pensando que "The Hour of the Pig" significa "Advogado" em inglês. Mas NÃO é. Beleza de tradução, né?"
E disso...
Prof.: - Para constatar que uma mulher era bruxa, era só tentar marcar ela com um ferro em brasas. Se ela não for bruxa, Deus irá protegê-la. Também havia a opção de jogá-la em um rio. Se ela fosse normal, afundaria. Se tivesse poderes, flutuaria. Sim, FEITICEIRAS BÓIAM!!
Sem esquecer disso...
Prof: - Havia Carlos Magno, mas antes veio o imperador Pepino, e também teve Alarico, e o bárbaro Eurico, e o rei Barbarossa, mas não precisam decorar esses nomes para a prova, pois essa aula não é uma revista Caras das monarquias medievais.
E por fim...
Prof.: - A Igreja medieval possuía um poder muito forte. Por isso os homens daquela época tinham uma preocupação em especial: eles temiam que o céu caísse sobre suas cabeças, como um Obelix da antigüidade.
E tudo isso em uma só aula. Quem sabe ele não acabe falando de Star Wars até o fim do semestre?
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Saturday, March 08, 2008
Surpresa na UFSC

Após dois dias de efusivas recepções aos calourous (cuti-cuti) da UFSC (União de Faculdades Separadas por Córregos), a última quarta-feira reservou surpresas deveras surpreendentes.
Primeiramente, Nördlich chegou em sua sala de aula, no Centro de Ciências Jurídicas, e logo percebeu que vários de seus colegas cecejotianos já estavam preocupados com os textos que deverão ser lidos em um futuro não tão próximo.
Pontualmente, a professora de Teoria do Direito adentrou no recinto. Ela discorreu sobre sua disciplina vagarosamente, e todos os discentes permaneceram compenetrados (ou seja, estavam olhando bovinamente). Cabe lembrar que ela é o tipo que impõe silêncio apenas por sua presença, o que nos lembra de um saudoso professor de biologia que impunha mais respeito que o Darth Vader e que afirmou se impossível comer 1 quilo de arroz.
Entretanto, este humilde colaborador não estaria escrevendo o presente texto para tratar dessas trivialidades. Ocorre que algo bizarro aconteceu durante a aula.
Após algo em torno de uma hora após o início da aula, quando todos os alunos prestavam (ou pelo menos tentavam) atenção aos sussurros da docente, eis que a porta abre-se e surge um ser "exótico".
Imaginem-se extremamente concentrados em algo, quando de repente aparece algo como o Cardoso, só que com um cabelo 15 vezes pior (uma mistura de Kisáti Raderáti, Oallirum das antigas, Sir Sombrio, Aloroth cabeludo, Ruan Ruan e Slash). E, ainda por cima, vestindo uma camiseta do Iron Maiden!
O indivíduo senta-se ao fundo da sala, com os colegas estupefatos. Após o término das explanações, a mestra nos libera para o intervalo. Nisso, Nördlich trava o seguinte diálogo com o cidadão:
Nördlich: - Ei, por acaso acabasse de vir do show do Iron Maiden? [Ironic Mode, ON]
Novo colega: - Bahhhh!!! Como que tu adivinhou?? Eu fui no show em Curitiba! Olha só o ingresso!!!
E assim o rapaz retirou o ingresso da carteira e mostrou para este colaborador que, mais tranqüilo, até esqueceu por um momento do incrível número pagodeiros, hippies e comunistas que existe em Florianópolis (Desterro, para os íntimos).
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Saturday, February 23, 2008
Cuidado! Os quilombolas estão chegando!

(...)
E nenhum brasileiro precisa ir muito longe para ver um quilombo nascendo, com selo oficial, praticamente na esquina de casa. Se alguma coisa está acontecendo pela-primeira-vez-na-história-deste-País, ou mesmo deste planeta é que, 120 anos depois da Lei Áurea, o Brasil produz quilombolas como nunca.
(...)
Para todos os efeitos legais, quilombola é quem se diz quilombola. E quilombo é tudo o que o quilombola acha que é seu. É por isso que, nas portas do Rio de Janeiro, a Ilha da Marambaia pode passar, depois de cem anos, da Marinha para 379 moradores. Eles ganhariam quase 70% daqueles 82 quilômetros quadrados de litoral preservado pela reserva militar. O curioso é que, dos quilombolas da Marambaia, espontaneamente, 21% se consideram "brancos".
(...)
BARRETTO, Nelson Ramos. A Revolução Quilombola: Guerra Racial, Confisco agrário e urbano, Coletivismo. São Paulo: Artpress, 2007. pp. 113.
Escrito pelo jornalista Nelson Barretto, o livro em questão retrata a criação de um "MST de negros", nas palavras do superintendente do INCRA para a questão do quilombismo. O autor questiona os métodos utilizados pelo governo federal e pela Fundação Palmares para a identificação de supostos "remanescentes de escravos fugidos", que baseia-se unicamente na auto-declaração.
A obra foca principalmente as divergências ocorridas nos municípios de São Mateus - ES e Campos Novos - SC, nos quais grande parte da cidade corre o risco de ser desapropriada. Somente no município catarinense, 5000 postos de trabalho podem ser suprimidos (o que, numa cidade de 28000 habitantes, é sinônimo de apocalipse).
O livro pode ser adquirido gratuitamente no site Paz no Campo, e caso o leitor sinta-se tentado a contribuir com a causa, poderá doar um valor para compensar as despesas de envio (meu exemplar chegou em aproximadamente três semanas).
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Monday, February 18, 2008
Charges científicas

Sidney Harris, cartunista norte-americano, produz charges relacionadas a diversas áreas do conhecimento, tais como física, astronomia, biologia e literatura.
Seus desenhos são reproduzidos em várias revistas científicas ao redor do mundo e, recentemente, foram publicados no Brasil pela editora da UNESP, no livro A Ciência Ri.
As obras podem ser conferidas no site Science Cartoons Plus.
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